segunda-feira, 25 de novembro de 2013

SOMENTE DETALHES


A presença mendigada,
E ainda assim: Ausência.
Quatro vidas e outra estrada,
E ainda assim: Saudades.
Um caminho em outra idade,
E ainda assim: Verdades.
Uma vida realmente breve,
E ainda assim: Eternidade.
O descanso é desculpa
O acaso convencimento
O tempo realmente é um fato
E também o que é preciso;
Seja ele suficiente ou não...
Todo o resto e o descanso,
São meramente desculpas

De certo, somente detalhes.

domingo, 10 de novembro de 2013

ENCANTO


A “suportabilidade” fraca das ausências inevitáveis,
Agregada ao sal da lágrima que agora escorre...
No canto silencioso da dança perfeita dos olhos.

A saudade transformada em matéria pela dor física dos ossos;
O escombro e o entulho guardado, dos dias passados de maneira imóvel:
O imóvel vazio da vida necessária aos sentidos humanos.
A humanidade animal despida das virtudes pragmáticas que foram deixadas;
Junto aos ensinamentos que nunca levaram às vias de fato; Nenhuma vivência.

Meu olhar translúcido de paciência;
Minha morte sufocada pela vida...
Meus amores ainda inteiros, agora todos aos pedaços;
Meus caminhos sem asfalto, e a certeza que me encanta:

Olhar a luz divida no brilho dos olhos...

De quem de verdade realmente me ama.

Novembro/2013

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

SAUDADE DE PAI VELHO...



Uma ausência constante que se faz tão doída
Em momentos eternos de instantes noturnos        
Segundos tão raros de um silêncio sem fim
Em outro planeta que de certo habita em mim.

Presença distante de pequenos amores tão grandes em si
Amor tão sereno de seres que foram outrora gerados por mim
E a lua minguante descansa em silêncio na noite escura sem fim.
Acolhe-me, amorosa e sem caridade, momento sincero em mim.

Saudade cortante, saudade presente, cidade distante, amores ausentes.
Momentos estranhos, segundos tão longos, o dia incerto, um fim sem razão;
Sermão sem presença, a fé em descrença, à noite sem frio e a lua sem rio...

A estrada de terra, agora é asfalto; A grama é cimento e a poça buraco.
A distância é tormento, a ausência é saudade; Já caduco, eu me lembro:
Que o agora é não sei; O depois um talvez; Eu por inteiro e meu amor de vocês.


14.09.2013 – Para meus filhos com amor.