quinta-feira, 4 de julho de 2013

A QUEM MEUS OLHOS NÃO VEEM...


OUVIR TUA VOZ ESCRITA,
É COR PARA MEUS OLHOS;
QUE SE ALEGRAM E IMAGINAM
O TRAÇO FIGURATIVO DE CADA LETRA,
COMO O RASCUNHO DE UMA VIDA.

OUVIR TUA VOZ ESCRITA,
É ALEGRIA PARA MEUS DIAS;
QUE SEGUEM E ME ELEVAM
PELO CONTORNO DE CADA FORMA,
COMO UMA IMAGEM E COMO MAGIA.

IMAGINAR A TUA FACE PELA TUA ESCRITA,
ENCANTA-ME, TANTO QUANTO AGITA;
INUNDA-ME, DO BOM DE TODA ALEGRIA;
FASCINA-ME A DISTÂNCIA A SER VENCIDA
ASSIM COMO O TRAÇO FINAL DE UMA VIDA.

POR QUE QUANDO EU LEIO A TUA ESCRITA
SINTO QUE TE CONHEÇO TÃO DE PERTO,
A MUITO MAIS TEMPO DO QUE EXISTO; POIS...
AS CORES TODAS DAS TUAS PALAVRAS, SIMPLESMENTE...
...FASCINAM-ME OS OLHOS E ENCANTAM A MINHA ALMA!

03-07-2013

segunda-feira, 17 de junho de 2013

SEREI SEMPRE PEDRA




NÃO TENHO INTENÇÃO DE SER MEIO
QUANDO EU AMO; EU AMO.
QUANDO ODEIO; EU ODEIO. E ODEIO.

NÃO TENHO INTENÇÃO DE SER MORNO;
QUANDO ESFRIO; CONGELO.
E QUEIMO; QUANDO ESQUENTO.

COM TUDO SEREI SINCERO;
GOSTE QUEM GOSTAR...
TAMBÉM DOA A QUEM DOER!

ESTOU SIM, PRONTO À SER ABANDONADO!
SER DEIXADO, ESQUECIDO E POSTO DE LADO.
POR AQUILO QUE SOU; “A PARTE ÓDIO DO AMOR”.

NÃO PRETENDO SER CONVINCENTE;
DE CERTO, TÃO POUCO COMPLACENTE;
POIS QUALQUER PAZ, NO INFERNO JÁ É COMOVENTE.

PARA QUEM OUVE SOMENTE O QUE CONVÉM;
PARA AQUELE QUE REZA, PECA E DIZ AMÉM.
EU? EU SOU A CARNE RASGADA E O SANGUE PISADO.

E NÃO TENHO INTENÇÃO DE SER MEIO...
PURGATÓRIO É PARA O FRACO E HIPÓCRITA QUE NÃO ADMITE...
AQUILO QUE FOI E NEM O QUE É... POR NÃO QUERER SÊ-LO UM DIA.

NÃO SOU, NEM FUI... E NÃO SEREI "SER" MEIO;
SEREI EXATO AQUILO QUE FUI E AINDA SOU...
... UMA PEDRA! CHORANDO SOZINHO NO MESMO LUGAR.

EVOLUINDO ATRAVÉS DA CORROSÃO DOS TEMPOS;
OBSERVANDO E RECEBENDO AS PANCADAS DIÁRIAS;
SEREI SEMPRE, A PEDRA... EXATAMENTE NO MESMO LUGAR!

13/06/2013

domingo, 26 de maio de 2013

SONETO DAS SAUDADES

Vista aérea de Guarulhos - SP / Outubro de 2012


Eu que agora neste exato momento, sou sozinho,
Entrego-me às lembranças mais doces possíveis.
Que se por um lado não são tantas, são incomparáveis,
Do lado bom e do lado mal, se fazem agora meu ninho.

Eu que agora, neste momento mais do que exato e sem falha,
Lembro-me de todas as casas, de todas as vidas e todos os cantos.
Daqueles que foram cantados, chorados em voz baixa e rouca,
E me inundam com as saudades que trago dentro do meu eu.

Eu que agora neste momento não quero encontro com a rima.
Tenho somente a certeza dos meus desabafos calados no peito,
Das minhas memórias trancadas na alma e do momento agora.

Saudades que não findam em si mesmo e nem mesmo em mim.
Memórias, derrotas e glórias transformadas em saudades intermináveis.
Que não devo e nem mesmo quero esquecer, tantas saudades sem fim.

11/02/2013